Mês: junho 2018

 

O mercado prefere Alckmin, mas ‘comprou’ Bolsonaro

Sondagem da XP Investimentos com 204 investidores institucionais mostra que o ex-capitão Jair Bolsonaro superou o ex-governador Geraldo Alckmin na corrida sucessória. Quem convive com os tubarões do mercado, como o InfoMoney, braço editorial da XP Investimentos, interpretou o resultado da seguinte forma: o arrivista boquirroto deixou de ser surpresa. http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/7462345/tubaroes-mercado-dao-favoritismo-bolsonaro-projetam-segundo-turno-contra-ciro “O mercado comprou Bolsonaro”, disse um desses observadores, acostumado à visão pragmática de quem só pensa em amealhar mais e mais moeda. Para essa turba – que não é ignara, senão dinheiro farto não teria -, não interessa quem é o dono da bola, desde que a deixe jogar. Preocupação máxima Para quem não leu a sondagem, eis a síntese. Bolsonaro saltou de 29%, em abril, para 48%, em junho, na expectativa de quem será o vencedor do pleito presidencial de outubro próximo. Geraldo Alckmin, o preferido dos tubarões, caiu de 48% para 31%. Atente-se que estes percentuais não tratam de preferência, mas de prognóstico. Igualmente relevante, a avaliação para o segundo turno. Nada menos do que 85% dos tubarões acreditam que o candidato do PSL estará no segundo turno. E “se você tivesse que ficar comprado em ativos brasileiros, quão preocupado com eleições você estaria”, quis saber a XP. 51% estão muito preocupados, 35% preocupados. A preocupação, depreende-se das tabelas divulgadas, é pela vitória eventual de Fernando Haddad e Ciro Gomes. Duas perguntas exprimem a preferência dos rentistas pelo ex-governador de São Paulo. “Para onde vai a bolsa nas próximas semanas/meses se _________ ganhar?” é uma delas. A outra apenas substitui “bolsa” por “câmbio”. Nos dois casos, o nome de Alckmin é o que remonta ao cenário pós-eleitoral mais otimista. Bolsa em alta, dólar em queda. Bolsonaro vem aí. Se vai ganhar, nem o oráculo mercado é capaz de prever.

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Série Eleições 2018 – leitura crítica da mídia no processo eleitoral

Os meios de comunicação – jornal, revista, rádio, TV, blogs ou redes sociais via internet – cumprem um papel fundamental na democracia, de um lado, porque fiscalizam os agentes públicos e privados e, de outro, porque fazem a mediação entre sociedade e governo, além de promoverem o entretenimento. O ideal é que esse serviço de utilidade pública seja prestado com isenção e equilíbrio. Entretanto, por escassez de tempo ou para tornar a notícia mais atraente, quase sempre os veículos de comunicação tratam apenas de uma parte do problema ou fazem um recorte que favoreça o ponto de vista ou interesse do redator, do repórter, do editor, da direção ou do proprietário do veículo de comunicação. Nessa perspectiva, não existe imprensa ou veículo absolutamente imparcial. Em regras, os temas são mostrados sob determinada ótica, até porque ela é quem escolhe as fontes que deseja ouvir. A cobertura da mídia, de um modo geral, prioriza a crítica, a notícia negativa ou a polêmica. Entre veicular uma notícia positiva que não empolgue ou denunciar um escândalo, a segunda opção será priorizada. A imprensa, muitas vezes a serviço do establishment (classe dominante), influencia na divulgação da realidade e dos fatos ao selecionar suas fontes oficiais e institucionais e, principalmente, o modo de abordagem dos fatos que considera relevantes. Ao promover o recorte que lhes interessa, os meios de comunicação participam da construção da realidade e, muitas vezes, fazem com que a sociedade acolha como suas as prioridades da imprensa. A mídia, segundo o historiador estadunidense Bernard Cohen[1], influencia a estruturação do pensamento e, muitas vezes, organiza os fatos de um modo tal que, em lugar de ensinar as pessoas a refletirem, conduzem-nas sobre o que pensar. Como as pessoas agem pelo que leem ou escutam, principalmente nas rádios e televisões (e mais recentemente na […]

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Notícias Rápidas

Série Eleições 2018: motivações e fatores-chave para o sucesso eleitoral

Muitas são as razões pelas quais as pessoas aspiram ingressar na vida pública, mas poucas são efetivamente meritórias e republicanas. As motivações podem ser classificadas em positivas e legítimas e não-constitutivas. Entre as motivações louváveis, podemos destacar a defesa do interesse público, a promoção das pautas das minorias (que envolvem gênero, raça, mulheres, índios, etc), a defesa de causas específicas (meio ambiente, consumidor, usuário de serviço público, etc) ou mesmo a promoção de valores, desde que não deponham contra a vida. Entre as motivações questionáveis e até condenáveis, podemos destacar a busca de mandato apenas por vaidade, por ressentimento, por ser celebridade ou endinheirado ou para ganhar foro privilegiado. Entretanto, seja qual for a motivação, para que tenha chances reais de eleição, além de boa estratégia de marketing e de boa estrutura de campanha, o candidato precisa contar com pelo menos 4 das condições a seguir: ter serviços prestados à comunidade na qual pretende disputar; liderar segmentos organizados (sindicato, igreja, grupo empresarial etc); dispor de recursos para cobrir parte dos gastos de campanha; possuir base geográfica definida ou base eleitoral; dispor de máquina partidária, governamental, sindical, empresarial etc; possuir notória especialização, ser celebridade ou personalidade do mundo acadêmico, das comunicações, empresarial, esportivo, cultural, artístico ou religioso, etc; ter aliados (cabos eleitorais) com forte prestígio na circunscrição do pleito; contar com o engajamento do partido ou apoio dos candidatos majoritários, no caso de eleição proporcional; produzir bons programas de rádio e de televisão e utilizar bem as redes sociais; ter seguidores e uma boa inserção nas redes e mídias sociais; e ter boa reputação, principalmente nos aspectos ético e moral. Além disso, o candidato, para ser bem sucedido, deve ter domínio  sobre os temas de sua plataforma de campanha ou programa de governo e conhecer minimamente a Constituição Federal e a […]

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