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Alckmin sofre nova derrota interna no PSDB

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Depois de ter sido obrigado a engolir a recondução do senador Aécio Neves (MG) à presidência nacional do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sofreu uma nova derrota interna com a continuidade do deputado Pedro Tobias à frente do diretório estadual tucano. Tobias justificou sua permanência como presidente do PSDB por mais um ano alegando “preocupação” com a sucessão de 2018 ao Palácio dos Bandeirantes.

Por trás desse movimento interno que viabilizou a manutenção de Tobias no comando estadual da sigla está a preocupação com a aproximação de Alckmin com o PSB. Caso seja candidato à Presidência da República, o vice-governador Márcio França, do PSB, herdaria o Palácio dos Bandeirantes por cerca de nove meses, e muito provavelmente seria candidato a governador com o apoio de Alckmin.

O problema é que parte importante do PSDB nacional e estadual entende que os tucanos devem ter candidatura própria no estado que governam desde 1995. Por isso rejeita a articulação de Alckmin em favor do PSB e resolveu, através da continuidade de Tobias como presidente do partido em São Paulo, tentar frear os planos do governador.

No PSDB, o nome mais cotado para ser novamente candidato a governador de São Paulo é o do chanceler José Serra, que já governou o estado. Outras possibilidades são o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o vice-prefeito Bruno Covas. Caso esteja bem avaliado em 2018, o atual prefeito de São Paulo, João Doria Junior também é mencionado como alternativa na bolsa de apostas.

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