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Caravana de Lula pelo Nordeste deflagra pré-campanha 2018

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Para o ex-presidente Lula 2018 já começou. No dia 17 de agosto, Lula dará início a uma caravana pelo Nordeste, região que ainda preserva um significativo apoio popular ao PT. Na última pesquisa Datafolha, realizada no final de junho, Lula apareceu com 48% das intenções de voto na região. No país, o ex-presidente registra 30%.

Viagem de ônibus e vínculo com o povo

Lula será o protagonista de uma caravana que percorrerá 28 municípios, passando por nove estados. Dará início à movimentação pela Bahia e concluirá sua agenda política no Maranhão. Serão 28 dias. Com o objetivo de reforçar sua imagem de liderança política vinculada às camadas mais pobres da população, Lula realizará as viagens de ônibus. Quando for descansar, ficará hospedado em pousadas.

Segundo informações divulgadas pelo PT, ao todo serão 3 mil quilômetros de viagem. Lula estará acompanhado de cerca de dez colaboradores e de líderes locais, passando dois dias em cada um dos estados. A viagem deverá ser batizada de “Caravana da Esperança”. A caravana é uma cópia das chamadas “Caravanas da Cidadania”, realizadas por Lula durante a pré-campanha presidencial de 1994, vencida por FHC.

O primeiro objetivo da nova caravana é reforçar a imagem positiva de Lula entre as classes de menor renda e escolaridade dentro da estratégia de continuar seu posicionamento como “perseguido político” da Operação Lava-Jato.

Após uma eventual condenação em segunda instância nos processos em que responde, o ex-presidente tentará politizar cada vez mais o seu discurso para sobreviver até 2018 e concorrer novamente ao Palácio do Planalto.

Lula quer explorar a impopularidade de Temer

Nessa linha de ação, o segundo objetivo de Lula no Nordeste será explorar a elevada impopularidade do presidente Michel Temer na região, sobretudo entre os pobres. Lula tende a sustentar em seu discurso que as reformas do atual governo são “contra o povo”. Também deve criticar a política econômica, lembrando que durante os oito anos em que governou o Brasil o Nordeste registrou um crescimento econômico “chinês”.

A precipitação do calendário eleitoral, com vistas a 2018, atinge o interesse traçado pelo ex-presidente de defender-se das acusações vindas da Lava-Jato para tentar reduzir sua rejeição, a fim de poder sonhar com uma nova vitória. Por outro lado, caso não venha a ser candidato, o apoio que Lula desfruta no Nordeste dará um importante capital político ao ex-presidente, sobretudo na negociação sobre o candidato a ser apoiado por ele.

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