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Emprego, uma prioridade do governo

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Apesar de as projeções apontarem a saída do país da recessão econômica ainda este ano, com a manutenção da tendência de queda da inflação, o alto desemprego continua como um fator de preocupação para o governo. Segundo dados divulgados pelo IBGE na semana passada, a taxa de desemprego encerrou 2016 em 12%. Mesmo com os sinais de recuperação da economia já visíveis, a situação do emprego, segundo analistas, só deve parar de cair no terceiro trimestre.

Não por acaso na semana passada, durante a abertura dos trabalhos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), disse que o foco central do governo federal é a adoção de medidas que fortaleçam a microeconomia e gerem empregos. Mesmo reconhecendo a importância do ajuste fiscal, ele destacou a necessidade de investir em medidas para a geração de empregos no curto prazo.

A avaliação do chefe da Casa Civil está sintonizada com os anseios da opinião pública. Pesquisa realizada no final de 2016 pelo Ibope e divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicou que o desemprego é o principal problema do país para 43% dos entrevistados, seguido por saúde e corrupção (empatados com 32%).

A preocupação com a economia e sua influência direta na geração de empregos também foi expressa na mensagem que o presidente Michel Temer enviou ao Congresso na semana passada, na abertura dos trabalhos legislativos. Temer sustentou que “nossa missão conjunta é superar a maior crise de nossa história. Uma crise econômica, de origem essencialmente fiscal, que se traduziu em expressiva retração de nosso PIB nos últimos dois anos. Uma crise social, cuja face mais dramática é o desemprego de milhões de trabalhadores”.

Para enfrentar tais desafios, o Palácio do Planalto apostará nas reformas, sobretudo a previdenciária e a trabalhista. Na manifestação do governo ao Congresso, as reformas foram defendidas como “vitais para restaurar a credibilidade que traz investimentos e gera empregos”.

As vitórias obtidas pelo governo Temer no Congresso sinalizam que há espaço para o Planalto aprovar as reformas que deseja. Já a recuperação do emprego dificilmente virá no curto prazo. Por conta disso, o lançamento de uma agenda positiva é fundamental para o governo minimizar o impacto negativo do desemprego no humor da opinião pública e, como consequência, trabalhar para melhorar sua avaliação positiva.

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