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Leitura obrigatória: Lula pode não depor esta semana

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Enquanto grupos pró-Lula e pró-Lava-Jato se dirigem à Curitiba, muita coisa ainda pode acontecer até o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro. O magistrado solicitou que grupos de apoio à lava jato evitassem ir à capital paranaense prevendo o enfrentamento com grupos de apoio ao ex-presidente. Já o PT, o MTST e outros grupos esperam reunir cerca de 30 mil pessoas no dia 10.

A pedido da prefeitura de Curitiba, uma juíza proibiu a montagem de acampamentos na cidade, estabelecendo uma multa diária para quem descumprisse a decisão. No entanto a Defensoria Pública pediu a suspensão da decisão por ferir o direito “a fim de evitar o constrangimento ilegal” e que “não sejam impedidos e nem multados nenhum cidadão que deseje ir, vir, permanecer e assim possa exercer a sua liberdade de expressão de pensamento nas ruas e praças da cidade de Curitiba possam o fazer, desde que de forma pacífica e organizada”.

No entanto, existe a possibilidade de o depoimento não acontecer, com o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Lula. Os advogados alegam que o prazo legal foi insuficiente para analisar as mais de 100 mil páginas de documentos da Petrobras, recebidos pela defesa em 28 de Abril, e pedem pelo menos 90 dias para poder analisar os mais de 5,42 Gb da supermídia. 

Mais cedo, Moro já havia negado o pedido da defesa de Lula de realizar uma filmagem própria do depoimento do dia 10, segundo o juiz a filmagem padrão já seria mais do que suficiente para o registro da defesa.

Reforma da previdência

Henrique Meirelles, ministro da fazenda, diz que o governo tem base no Congresso para a aprovação da reforma da Previdência, mas trabalha para assegurar uma margem que não dê espaço a “surpresas”. Segundo ele, mesmo após as mudanças feitas na comissão especial da Câmara, o texto da reforma ainda assegura o ajuste fiscal.

A expectativa é de que a reforma seja votada nos dias 24 ou 31 de maio. Além disso, e a despeito da resistência de parlamentares em votar pela aprovação da reforma, responsáveis pela articulação política do governo garantem que, quando a proposta for votada, ela terá ao menos 330 votos consolidados da base aliada, que tem cerca de 411 deputados.

Com informações da Folha, Estadão, Globo News e O Globo.

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