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Lula lidera, mas tem maior rejeição

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O Datafolha divulgou pesquisa sobre a sucessão presidencial de 2018 e Lula continua em vantagem. Foram testados seis possíveis cenários de primeiro e segundo turnos. As principais conclusões da sondagem foram as seguintes:

LULA NA LIDERANÇA

Mesmo desgastado com as investigações da Operação Lava-Jato, o ex-presidente manteve a liderança nas pesquisas ancorado no histórico do PT (30% do eleitorado). Beneficiam Lula a imagem de “vítima do Poder Judiciário”, conforme posição assumida por ele, a lembrança positiva de parte do eleitorado do crescimento econômico ocorrido em seu governo e a oposição do ex-presidente à agenda de reformas liderada por Michel Temer. Todos esses fatores garantem a Lula, caso ele seja candidato, uma provável vaga no segundo turno. Porém, sua elevada rejeição (mais de 40%), é um obstáculo a uma nova vitória numa disputa presidencial.

PSDB DESGASTADO

Caso os tucanos optem pelo senador Aécio Neves (MG) ou o governador Geraldo Alckmin (SP), a possibilidade de o PSDB sequer chegar ao segundo turno é elevada. Hoje, o nome mais forte do partido é o do prefeito João Doria (SP). Além de ter a mesma densidade eleitoral de Aécio e Alckmin, Doria é menos rejeitado e conhecido, além de ter construído a imagem de que “não é político, mas gestor”. Além disso, se for o candidato da legenda, seu perfil de centro-direita pode evitar a perda de votos para o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o que não ocorre quando o representante do PSDB é Aécio ou Alckmin.

“ANTIPOLÍTICA” EM ALTA

A segunda colocação da ex-senadora Marina Silva (REDE) e do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) nas pesquisas e também o fato de Doria ser mais competitivo que Aécio e Alckmin no ninho tucano mostram um espaço aberto para um outsider na sucessão de 2018. Sem falar na disposição do eleitorado de votar em nomes como o do juiz federal Sérgio Moro, o do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa e o do apresentador de TV Luciano Hulk. Esses nomes “antissistema” têm conseguido surfar na pauta de combate à corrupção e de rejeição à política tradicional. Não por acaso Bolsonaro se revelou mais competitivo do que nomes tradicionais do PSDB, e Moro e Marina são os únicos numericamente à frente de Lula nas simulações de segundo turno.

ALTERNATIVAS DE CENTRO-ESQUERDA:

Marina Silva (REDE) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) terão dificuldades de se assumir um lugar tabuleiro sucessório, caso Lula seja o candidato do PT. Embora Marina desponte em segundo lugar, é pouco provável que haja um segundo turno entre Lula x Marina devido à disposição de parcela do eleitorado de votar num candidato mais conservador. Se Lula não concorrer, as chances de Marina chegar ao segundo turno crescem. Ciro Gomes também melhora seu potencial eleitoral sem o ex-presidente no páreo. O ex-ministro, porém, é menos competitivo que Marina. Alternativas mais à esquerda, como a ex-deputada federal Luciana Genro (PSOL), têm espaço limitado de crescimento na atual conjuntura. Ou seja, sem Lula na disputa, o cenário fica ainda mais pulverizado e indefinido.

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