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Manifestantes perdidos; Congresso muda a maneira de votar

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Grupos de rua estão fracassando na estratégia de comunicação e na escolha de seus alvos, por isso leia-se os que escolhem atacar e os que escolhem poupar. Daí vê-se uma mobilização muito menor do que em outras situações.

A tônica principal de hoje é a defesa da Lava-Jato. Claro, sem nenhuma proposta objetiva para isso. Apenas querem defender a operação. Por essa ótica também poderiam propor uma manifestação em defesa do ar puro, pelo fim da fome mundial ou qualquer outra proposta de desfile de miss.

A Operação Lava-Jato vai bem e não há nenhum movimento feito pela classe política para que seja interrompida ou limitada. Não que esse pensamento não seja desejado por alguns, mas não há ações nesse sentido.

Reforma Política: lista fechada é anomalia

A bola da vez, de novo deixada de lado pelos grupos de rua, é a Reforma Política que o Congresso está propondo. Os principais líderes tramam tirar a escolha dos eleitores sobre seus representantes diretos.

A tal “lista fechada” é uma anomalia política. Reduz o custo da eleição, dizem alguns. Sim, reduz. Mas, também reduz em muito a representatividade e o vínculo do parlamentar com seus eleitores.

O ganho com a redução do custo de campanha não compensa a enorme perda da democracia.

Hoje, grande parte dos parlamentares votam com medo das ruas. Com a lista fechada isso acabará. O poder estará na mão dos partidos.

Em 2015 fui defender o voto distrital na comissão de Reforma Política enquanto os manifestantes gritavam “fora Dilma”. Como eu previa, Dilma só caiu muito depois, quando o Congresso entrou em acordo.

Toda a energia da rua foi desperdiçada gritando por algo que aconteceria naturalmente, dado o desgaste e a falta de sensibilidade política da ex-presidente.

Os grupos parecem viver um looping. Novamente as regras do jogo estão em discussão e, novamente, as cabeças estão perseguindo borboletas imaginárias.

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