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Entrevista: Marcos Montes (MG), líder do PSD na Câmara

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O Blog da Política Brasileira entrevistou o deputado Marcos Montes (MG), líder do PSD na Câmara, sobre o caminho da Reforma da Previdência. Perguntamos também sobre o adiamento do reajuste dos servidores públicos e a reforma ministerial. Veja a entrevista completa:

Qual a sua perspectiva de aprovação da Reforma da Previdência?

Hoje, a reforma, do jeito que está, tem muita dificuldade de ser aprovada. Então, o presidente, acredito que até num desabafo, disse que para ele fica difícil. A sociedade não quer, a imprensa não quer e o Parlamento não aprova. A diretriz dele é ir até a última instância. Essa questão da apresentação de um novo projeto alterando o mérito não é um recuo, é mais um esforço do governo para tentar convencer uma base parlamentar muito consistente, de 308 votos. Eu, particularmente, acho que o governo, lamentavelmente, terá dificuldade de aprovar essa matéria aqui, mesmo com as mudanças. Mas vamos esperar e torcer para que com essas mudanças a reforma fique mais palatável e o nosso discurso possa ser mais convincente, para convencer essa quantidade expressiva de parlamentares que nós precisamos juntar para poder aprovar.

E com relação às propostas de ajuste no serviço público?

Acho que elas são muito mais factíveis de aprovação. Não quer dizer que sejam aprovadas, mas a discussão é muito mais consistente do que a situação da Previdência. E até tento explicar: acho que a Previdência é o receio do parlamentar próximo da eleição, já que ela vai atingir um universo extremamente grande. Já a do servidor público, e eu sou servidor público, pode ser encarada de outras formas. Um sacrifício que toda a sociedade brasileira tem que fazer, e é momentâneo. Há mais facilidade de aprovação que a Reforma da Previdência. Para aprovar não precisa de um quórum qualificado, precisa de maioria simples. Então, acredito que isso também facilite e a gente possa avançar nessas propostas.

O senhor compartilha da visão de alguns partidos da base de que para aprovar a agenda do governo é necessário fazer uma Reforma Ministerial?

Acho que esse assunto é vencido. Nós estamos falando de um partido, que é o próprio PSDB, que está prestes a deixar o governo em cima de uma convenção. Esse é um assunto que só faz confusão naquilo que a gente precisa avançar, que são as reformas econômicas. Acho que não é hora de criar um desgaste fazendo uma pressão no governo para aprovar uma Reforma Ministerial, pois ela vai acontecer naturalmente. Os próprios ministros que aí estão, querendo ou não, vão deixar o governo. Então, acho que é um momento que já passou. Agora é o momento de olhar para o Brasil.

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