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O Mercosul busca novos mercados

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Argentina passa o bastão da presidência do Mercosul ao Brasil em um encontro presidencial na cidade de Mendoza. Assistem ao encontro também os outros sócios da União Aduaneira, os presidentes da Bolívia, Paraguai e Uruguai. Na agenda do encontro, além das questões de agenda comum, como a possibilidade de acordos de livre comércio com o México e a União Aduaneira, ha interesse na abertura de mercados diante de ameaças de aumento de restrições em mercados importantes como o dos Estados Unidos.

Crises políticas na pauta

A reunião se presta também para uma troca de pontos de vista sobre a situação política regional onde desponta a situação de um dos sócios atualmente suspenso, a Venezuela. Tema de grande interesse também é a crise política no Brasil, mas é improvável que o assunto seja mencionado na presença do presidente Michel Temer.

O Brasil e a Venezuela são os maiores interrogantes desta 50 reunião de cúpula. A possibilidade de mudanças políticas não deveria alterar os objetivos do grupo, isto é, a abertura de novos mercados, mas as perspectivas de novos acordos de livre comércio, certamente são prejudicadas pelo ambiente regional de crises políticas.

Os países membros do Mercosul procuram resgatar o tempo perdido com a aposta nas negociações comerciais no âmbito da Organização Mundial do Comércio.

Cúpula do g20 na Argentina

Se alguns países representam incógnitas, outros como Argentina estão em franca recuperação, depois de resolver pendências de sua dívida externa que trouxeram graves constrangimentos aos governos da família Kirchner, avançar em um ajuste fiscal e, principalmente, buscar relações externas sem inibições.

Macri, que recebeu na última reunião do G20 a missão de organizar a próxima cúpula do grupo, lançou-se pelo mundo em busca de investimentos com grande desenvoltura e começa a apagar essa imagem de um país isolado que caracterizou seu país desde a dramática crise econômica de início da década passada. Com esse propósito, o presidente argentino já foi ao Japão e à China e também foi recebido na Casa Branca com grande pompa. Da mesma forma, já esteve em Brasília, na Colômbia, além da Espanha e Holanda.

Jorge Faurie em Brasília

O novo chanceler argentino, Jorge Faurie, esteve em Brasília para renovar a fé do governo argentino nos mecanismos idealizados pelo Mercosul, o que significa o desejo de eliminar de parte a parte os entraves ao comércio com o Brasil. Faurie enfatizou a importância de uma atitude comum por parte do Mercosul no momento em que muitos países tratam de proteger seus próprios mercados da concorrência externa.

O intercambio do Brasil com os países do bloco manteve um crescimento exponencial até alcançar US$ 47, 2 bilhões em 2011, mas caiu nos últimos três anos, chegando a US$ 30 bilhões em 2016, o que representou uma queda de 35%.

A recuperação do intercambio entre os países do bloco é considerado essencial pelas autoridades, mas novos entendimentos com países como a China também são parte das preocupações: em 2010, o Mercosul teve um intercâmbio com esse país de US$ 85 bilhões e em 2014 já havia alcançado a US$ 114 bilhões. Um acordo para aumentar esse comércio, já colocado sobre a mesa, deverá passar à categoria de prioridade do bloco sul-americano.

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