ajuste

Não foi tempo perdido

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Muitos falam mal do ano que passou. Talvez o pior, em termos de economia na vida da maioria dos brasileiros com menos de 50 anos. Pelo meu lado, eu me lembro de ficar na fila do açúcar ao lado de minha mãe na Gaio Marti, em Copacabana, nos tempos de João Goulart.

No ritmo de Dilma, em breve chegaríamos a uma situação parecida. Mas 2016 foi o ano que nos trouxe um alívio extraordinário e avanços importantes. Nós nos livramos de Dilma, a pior presidente de nossa história.

Nos livramos também de Aloizio Mercadante, um dos políticos mais patéticos de nossa história moderna. Ambos são figuras incompetentes e sem noção de espaço, tempo, política e juízo. Responsáveis diretos pela destruição do PT e pela perda da Presidência.

Imaginem se, pelas cargas do destino, tivéssemos Dilma e Mercadante no comando do País em 2017? Teria ela dado mínimas esperanças para a economia? Teria ela tratado de enfrentar a questão fiscal? Teria ela proposto um teto de gastos ou a Reforma da Previdência? Ou, ainda, políticas que gerassem a confiança necessária para restabelecermos o fluxo dos investimentos estrangeiros? Não.

Estaríamos bovinamente atolados no brejo do imobilismo. As dores de 2016 são importantes por trazerem o reconhecimento da realidade. Para aprendermos que “pedaladas fiscais” não funcionam e condenarmos a exacerbação da ação do Estado em empreendimentos.

Por meio delas, o Congresso – esse mesmo Congresso emparedado pela Operação Lava-Jato – aprovou em seis meses uma agenda extraordinária de reformas. Que passam por temas críticos, como óleo e gás, telefonia, ISS, teto de gastos, estatais, entre outros.

No âmbito da Lava-Jato, apesar dos radicalismos e dos excessos, os avanços também foram incontestes. Caminhamos para uma completa reestruturação, ainda que dolorosa, do sistema político nacional. Princípios éticos na política serão valorizados. Nosso capitalismo será mais competitivo e menos mutretado.

A recuperação de valor da Petrobras e da Eletrobras é prova da retomada de confiança dos que investem no poder econômico. Até novembro, o País já havia superado, em muito, as expectativas de investimento direto estrangeiro para todo o ano.

O sucesso das Olimpíadas é outra prova, igualmente poderosa, da capacidade e da resiliência do Brasil e de seu povo. 2016 foi o ano em que começamos a mudar de rumo. O ano em que provamos que podemos fazer coisas extraordinárias. Que 2017 prossiga trazendo mudanças benéficas e estruturais para o nosso futuro.

Publicado na Isto É em 06/01/2017

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