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Três Perguntas: Paulinho da Força e a reforma

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A Arko Advice entrevistou o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), presidente da Força Sindical e do partido Solidariedade, sobre a reforma da previdência:

Ao excluir os estados e os municípios da Reforma da Previdência, o governo facilita a aprovação da proposta?

Acho que sim. Era um erro do governo, do nosso ponto de vista, e eu tinha falado isso inclusive com o presidente Temer, sobre trazer para cá um problema que é dos estados. Acho que a Reforma da Previdência nos estados é um problema de cada estado. Quem tem que resolver é o governador, é a Assembleia Legislativa, não o Congresso Nacional. Isso foi acertado.

Agora, a Reforma da Previdência tem mais problemas do que isso. Tem o problema da idade mínima; do tempo de contribuição; das pensões; ou seja, toda uma problemática pela frente em torno da qual o governo tem que sentar e negociar. Estive com o presidente e acho que ele está um pouco disposto a negociar, pelo menos pelo que percebi. Senão a reforma, do jeito que está – e eu tenho dito isso a ele – não passa aqui no Congresso. Porque é muito injusta com os trabalhadores.

Acredita que a CPI da Previdência criada no Senado pode atrapalhar?

Acho que aquela CPI não vai a lugar nenhum. Ali é um “oba oba” que o senador Paulo Paim está fazendo. Eu acho que tem uma série de problemas na Previdência. Tem essa desoneração feita pelo governo Dilma, ou seja, um crime contra a Previdência. Distribuiu para os empresários mais de R$ 60 bi. Acho que isso tem que ser revisto, mas não sei se os partidos vão se interessar em fazer essa CPI numa hora dessa, quando a grande maioria deles está na base do governo. Então, a tendência desses partidos é não indicar membros. O presidente do Senado é uma pessoa alinhada ao governo, portanto, não vai se preocupar com isso. Acho que é uma tentativa do Paulo Paim de impedir a reforma, enquanto nós estamos tentando negociar a reforma.

Com relação à Reforma Trabalhista, qual a perspectiva de aprovação?

Sobre Reforma Trabalhista, minha preocupação não é como ela entrou, é como ela pode sair de lá. Como ela entrou, não tem nenhum problema. Talvez tenha um pequeno ajuste a fazer e a gente está trabalhando para resolver, mas esse não é o grande problema. Acho que a Reforma Trabalhista, se ela vier como entrou, sem muitas modificações, sem muitas emendas, e os deputados quiserem aprovar, acho que ela não encontrará dificuldade de passar na Câmara.

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