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Câmara pessimista com a aprovação da Previdência

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Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo mapeou medidas compensatórias a serem adotadas caso a Reforma da Previdência seja derrubada, ao menos em parte, no Congresso.

Segundo Meirelles, alguns pontos da Previdência podem ser alterados por meio de projetos que podem ser aprovados por maioria simples. A Reforma da Previdência, por ser uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), requer o apoio de três quintos.

O ministro evitou, porém, adiantar detalhes sobre as medidas compensatórias. Ao que tudo indica, o governo terá que optar por um plano B.

A Arko Advice fez uma pesquisa com 201 deputados entre os dias 15 e 23 de agosto sobre a Reforma da Previdência. Foram ouvidos representantes de 25 partidos políticos. Para 83,08%, a reforma não será votada este ano.

O pessimismo atingiu até mesmo o PMDB, partido do presidente Michel Temer. Dos 24 deputados da legenda consultados, 16 não acreditam na aprovação da matéria.

Entre os 13 deputados do PSDB, dez também não acreditam. No DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), dos 11 entrevistados, oito estão descrentes.

A maior parte dos entrevistados, ao ser questionada sobre que reforma teria mais chance de ser aprovada, citou que somente a idade mínima, com alguma regra de transição (34,82%). A chance de o plenário aprovar o texto que passou pela Comissão Especial é muito baixa.

Os dois maiores obstáculos à aprovação apontados pelos entrevistados foram a proximidade com as eleições de 2018 (48,75%) e a falta de apoio entre os aliados (34,82%).

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