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Bastou um ano para Pedro Parente recuperar a Petrobras

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Se alguém tem dúvidas de que o Brasil pode ter recuperação econômica se solucionar seus graves problemas causados pela deterioração da ética na prática política, a Petrobras está aí mesmo para provar que tudo é possível, com um mínimo de seriedade e competência e ajuda do dólar e do preço do barril. Há 12 meses no cargo de presidente, o engenheiro Pedro Parente devolveu lucro à estatal no 1º trimestre (R$ 4,45 bilhões) e, ao completar um ano de gestão, levantou crédito de R$ 7 bilhões no BB e antecipou liquidação de R$ 1 bilhão que venceria em 2020 com o Itaú. Há um ano, a empresa, superendividada e vítima de gestões eivadas de corrupção, mal tinha credibilidade para rolar dívidas.

Novas práticas de gestão e rígido modelo de governança corporativa

Mas não é só, numa afirmação de que novas práticas de gestão em curso no novo e rígido modelo de governança corporativa da estatal – cuja ausência deliberada levou aos escândalos da Lava-Jato (note-se que havia um Código de Ética, mas era “pro forma”) – Pedro Parente confirmou hoje na B3 (ex-BM&F Bovespa) a intenção da petroleira de ser a 1ª estatal brasileira a aderir ao Programa Destaque em Governança em Estatais. Do mesmo modo Parente destacou que a companhia iniciou estudos para aderir ao segmento especial de listagem Nível 2 da bolsa. Para o presidente da Petrobras, “as medidas tem objetivo de fortalecer a governança e ao mesmo tempo criar barreiras contra medidas que possam ser tentadas no futuro que coloquem em dúvida a independência e integridade da nossa empresa”.

Que assim seja e sirva de exemplo às estatais e empresas privadas brasileiras. Aliás, sempre brinco com os amigos desesperançados com as lideranças políticas brasileiras (em todos os partidos, quase se exceção), quando alguns invocam a volta dos militares como solução (um tiro pior do que a culatra, pois já comprovaram sua incompetência): se não houver solução política-constitucional, podemos inovar, voltando as origens.

Como assim, dizem alguns? Pois o Brasil não foi arrendado nos primeiro 30 anos ao Sr. Fernão de Noroña? Pois, agora, podemos “arrendar” o Brasil por 5 anos ao trio Jorge Paulo Lehmann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira (controladores da Ambev, Lojas Americanas, etc.). Se Pedro Parente deu um jeito na Petrobras em um ano, acredito que em dois anos eles ponham o Brasil nos trilhos. Sobretudo porque têm a visão do mérito e da eficiência que estão intimamente ligadas à capacidade de cada um, incentivada por uma educação de alta qualidade.

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Post publicado no perfil de facebook de Gilberto Menezes Côrtes.

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