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Reforma da previdência: ajustes finais e manifestações

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Uma semana depois da divulgação da lista de pedidos de inquérito do ministro Edson Fachin, a palavra de ordem é: o Brasil não pode parar.

Para discutir a reforma da previdência e próximos pontos da agenda do governo, o presidente Michel Temer reuniu-se hoje no palácio do Planalto para um café da manhã. O presidente pediu empenho na aprovação da reforma da Previdência. Ele disse que os deputados precisam dar uma “prova de trabalho” para evitar a imagem de que a crise política paralisou o governo. Temer manifestou desagrado com relação à cada ajuste da proposta da reforma da previdência ser considerado um recuo do governo, ao invés de uma iniciativa para possibilitar uma proposta que atenda os diversos setores da sociedade, representados pelo congresso. E disse também:

“Muitas vezes dizem assim: “Ah, mas essa reforma da Previdência vai pegar os pobres”. Vou usar uma palavra forte: mentira! Mentira porque 63% do povo brasileiro ganha salário mínimo. Portanto, não vai atingir os pobres. Os que resistem e fazem campanha são os mais poderosos. São aqueles que ganham mais. Nós temos que dar uma resposta a isso. E a resposta vem sendo dada em primeiro lugar, por uma medida, por uma proposta que nós fizemos realmente pensando em 40 anos no País. Mas sabendo que o diálogo seria indispensável com o Congresso Nacional – porque o Congresso Nacional, é o núcleo, é o local, onde se manifestam os vários setores da sociedade” afirmou.

Veja a íntegra do discurso de Michel Temer publicado no site do Planalto.

Manifestação de policiais civis

Mais tarde, uma manifestação do sindicato dos policiais civis contra a reforma da Previdência acabou em tumulto na Câmara dos Deputados. O grupo estava no gramado em frente ao Congresso e desceu até a chapelaria, quando os seguranças fecharam as portas. Houve confusão e vidros foram quebrados com a tentativa do grupo de invadir o Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, condenou a invasão ao prédio. Segundo ele, a mensagem que os protestantes passam é que a polícia ataca, em vez de proteger. O deputado afirmou que a Casa sempre esteve aberta ao diálogo e que não precisa “pressionar dessa forma”. Ele aproveitou para defender a reforma da Previdência, que, segundo ele, não é contra corporação alguma, nem contra o cidadão.

Pressionado pela bancada da bala e por sindicatos de policiais, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA) cedeu e concordou em propor uma idade mínima de 55 anos para a aposentadoria da categoria.

Veja imagens da manifestação:

Com informações da Folha, Globo News e O Globo.

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