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RJ 2018: potenciais pré-candidatos a governador

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Passadas as eleições municipais, começam a surgir nomes para a disputa do Palácio Guanabara em 2018.

Cotado como alternativa, antes de outubro, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) elegeu-se prefeito do Rio de Janeiro (RJ). Para ser candidato a governador teria que renunciar, o que está praticamente fora de questão pelo custo político. Situação similar à do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que deve optar por disputar à reeleição ao invés de arriscar seu capital político numa disputa incerta.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), mesmo com a derrota do deputado federal Pedro Paulo (PMDB) na capital fluminense, segue como um nome bastante competitivo para 2018.

A dúvida é se Paes permanecerá no PMDB.

O novo partido de Eduardo Paes

O PMDB está, de certa maneira, desgastado no Rio de Janeiro. O partido está no poder desde 2007 e as grandes lideranças também estão enfraquecidas. Nomes como o ex-governador Sergio Cabral, o governador Luiz Fernando Pezão, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani trazem um peso para os futuros candidatos. A troca de legenda é uma alternativa para Paes.

A trajetória política de Eduardo Paes é marcada por constantes trocas de siglas. O atual prefeito já passou pelo DEM (na época PFL), PV, PTB, PSDB e agora está no PMDB.

A ida para o PSDB é uma forte possibilidade. Os tucanos precisam de um candidato a governador competitivo no terceiro maior colégio eleitoral do país, no entanto o nome de Eduardo Paes enfrenta resistência como consequência, ainda, de sua saída para o PMDB.

O PDT tem interesse em conquistar a filiação de Paes, principalmente para ter um palanque forte para o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), potencial candidato ao Palácio do Planalto em 2018. Porém, a ida do prefeito para o PDT não é o cenário mais provável nesse momento.

DEM e PSD na disputa

Diante disso, surgem como alternativas possíveis para Eduardo Paes dois partidos de centro-direita: DEM e PSD.

A aproximação com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), facilita um eventual retorno de Paes ao DEM. O prefeito também possui uma boa relação com o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD-SP). O ministro é presidente nacional licenciado da legenda e pode abrir uma porta importante para Paes no PSD.

A candidatura pelo PSDB não deve ser prematuramente descartada, Eduardo Paes tem uma boa relação com o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG). Mas os tucanos desejam apostar numa novidade na eleição para governador do Rio.

Dentro do clima favorável a lideranças dissociadas da política tradicional, a filiação do técnico da seleção brasileira de vôlei masculino, Bernardinho, como opção para candidato a governador pelo PSDB é uma possibilidade. Aliás, a ida de Bernardinho para o partido é uma especulação antiga, podendo se concretizar nas eleições de 2018.

Freixo: a opção da esquerda

O PT está enfraquecido e com dificuldades para lançar uma candidatura competitiva para governador. No entanto, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), mesmo com a derrota para Crivella no segundo turno da disputa pela prefeitura do Rio, desponta como um potencial candidato ao Palácio Guanabara.

Em 2012, Freixo ficou em segundo lugar na eleição para prefeito, vencida por Eduardo Paes (PMDB) no primeiro turno. Este ano chegou ao segundo turno contra Crivella. Dessa maneira, o deputado do PSOL, se consolida com o principal líder de esquerda da política fluminense. Nesse sentido, obteve uma vitória política na disputa de 2016.

Com o PMDB desgastado e sem Crivella na disputa, Freixo pode ser um dos protagonistas na eleição para governador. Talvez o mais forte oponente contra Eduardo Paes.

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