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ESPECIAL: Sem Lula o PT vai de plano B

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No PT, dois nomes despontam hoje como plano B: Fernando Haddad e Jaques Wagner. O PSOL, que se localiza ainda mais à esquerda do PT, pode lançar o deputado federal Chico Alencar ou então o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, que ainda não está filiado a nenhum partido político. Especula-se que ele poderia ir para o PSOL para disputar o Palácio do Planalto.

No cenário sem Lula, Marina Silva (REDE) e Ciro Gomes (PDT) têm potencial para herdar o eleitorado lulista. A ausência do ex-presidente pode levar PSB e PCdoB, que no passado alinhavam-se quase automaticamente ao PT, a uma aliança com Ciro ou Marina. No caso da ex-senadora, mais do que buscar alianças com legendas de centro-esquerda, o maior objetivo é construir uma chapa tendo o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa como vice.

Dada a projeção que Barbosa conquistou durante o julgamento do mensalão, seu nome contribuiria para reafirmar o compromisso com o combate à corrupção. Marina, assim como Barbosa, é vista como um nome dissociado da política tradicional, embora já tenha passado por PV, PT e PSB.

Segundo turno na eleição é quase uma certeza

Do centro para a direita do espectro ideológico, a ausência de Lula também contribuiria para aumentar a pulverização das candidaturas. Além da quase certa candidatura de Jair Bolsonaro, poderemos ter os tucanos Geraldo Alckmin e João Doria concorrendo ao Palácio do Planalto. Mesmo que Alckmin supere Doria na disputa interna do PSDB, existe a possibilidade de o prefeito de São Paulo trocar de partido (filiando-se ao DEM ou ao PMDB).

Nesse cenário de grande fragmentação de candidaturas, apenas a realização do segundo turno pode ser considerada uma certeza. Sem Lula, crescem as chances de Marina ou Ciro chegarem ao segundo turno. Caso o PT aposte em Haddad ou Wagner, a possibilidade de o partido ficar fora do segundo turno aumentaria.

No campo do centro-direita, as incertezas seriam ainda maiores. Hoje, Bolsonaro leva vantagem sobre Alckmin e Doria. Até meados de 2018, Alckmin e Doria medirão forças para ver quem será capaz de construir uma aliança mais competitiva. Quem atrair mais aliados ganhará importantes pontos, isolando e criando grandes dificuldades para seu oponente.

Ainda que hoje Alckmin e Doria estejam no mesmo partido (PSDB), travam um jogo de soma zero. Ou seja, o que um ganha o outro perde. Nesse contexto de incertezas, o nome de Henrique Meirelles como eventual candidato do governo poderá se fortalecer e surpreender.

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ESPECIAL: Lula/2018, com ou sem?

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