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Agenda: Serra afirma que já negocia com Temer

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  1. O senador José Serra (PSDB-SP) afirmou que o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) deve assumir compromissos com a oposição e com o País caso Dilma seja afastada da Presidência. O vice tem de se comprometer a não concorrer à reeleição, não interferir nas disputas municipais deste ano, não promover uma caça às bruxas e montar um Ministério “surpreendente”. Serra tem conversado com empresários, nomes do mercado e com políticos sobre a possibilidade de Temer assumir (Estadão – p.A4). Entre os interlocutores estão o ex-ministro Nelson Jobim, o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, o deputado Roberto Freire (PPS-SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Apesar de sempre ser apontado como provável ministro de Temer, Serra diz que o PSDB deve esperar para discutir cargos. No entanto, o senador, economista de formação, está ajudando Temer nos primeiros diálogos sobre o chamado Plano de Reconstrução Nacional, e aponta as áreas da infraestrutura e de exportações como vitais para o sucesso da empreitada (Estadão – p.A4).
  2. O agravamento da crise política, com o início formal da discussão e futura votação do pedido de impeachment de Dilma, interditou a apreciação de propostas do ajuste fiscal e outras matérias que poderiam melhorar as contas públicas. Maior influência do PT e de Lula ao Palácio do Planalto também já provocou efeito colateral: as propostas para colocar as contas em dia ficaram em segundo plano. O ser substituído no cargo, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, abriu ainda mais a torneira do crédito, sob o risco de ficar isolado no governo ou mesmo ser demitido (Estadão – p.B4). Com o agravamento da crise política, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, reviu sua estratégia e abandonou o compromisso de encaminhar a reforma da Previdência Social ao Congresso no mês que vem. O entendimento agora é terminar as discussões sobre mudanças nas regras de aposentadorias e pensões no Fórum Nacional de Previdência Social, o que está previsto para 8 de abril, para depois decidir quando a proposta será enviada ao Legislativo (Valor).
  3. Equipe econômica já admite que o rombo nas contas públicas poderá superar R$ 60,2 bilhões, equivalente a 0,97% do PIB, em função da frustração das receitas no primeiro bimestre. Governo envia ao Congresso nesta semana pedido de autorização para abater R$ 84,2 bilhões da meta fiscal de 2016, que prevê superávit de R$ 24 bilhões – 0,4% do PIB (O Globo – p.16).

Eventos:

  • Comissão do Impeachment da Presidente da República se reúne para definir o roteiro de trabalho.
  • Termina o prazo para que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresente sua defesa no Conselho de Ética.

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