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Temer quer recuperar a confiança de investidores

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Após conquistar uma vitória com a eleição do seu candidato a presidente da Câmara, o presidente em exercício, Michel Temer, pretende focar suas atenções para as políticas externas do país, principalmente na área econômica.

Visando recuperar a confiança dos investidores internacionais, o presidente planeja para o fim de agosto, após a conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff, uma série de visitas e viagens ao exterior para conversar com fundos de investimentos e agências de risco.

Em fevereiro de 2016 o Brasil perdeu o seu último selo de bom pagador. O selo de bom pagador, que é um reconhecimento de que o país é um lugar seguro para os investidores, costuma ser exigido por fundos de investimento e de pensão bilionários para aplicar em títulos de dívida de governos. Normalmente, pedem que a aplicação seja considerada grau de investimento por, pelo menos, duas das grandes agências. Além disso, quanto melhor a classificação, menor o custo da dívida para o país.

O grau de investimento é uma condição atribuída por agências internacionais de classificação de risco a papéis, empresas ou países para definir que se trata de um investimento seguro – ou seja, com baixo risco de calote.

As três agências risco de maior visibilidade no mundo são a Standard & Poor’s, a Moody’s e a Fitch Ratings.

Qual o plano de Temer?

A intenção de Temer é afirmar para as agências e os fundos que a situação econômica do Brasil está normalizada e que os investidores podem retornar ao país, e que o Brasil honrará os seus compromissos.

Temer quer que o país recupere o selo de bom pagador das três agências internacionais, perdido no ano passado. No roteiro de viagem do presidente estão países chaves, como China, Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Índia, Argentina, México e Portugal. O primeiro destino deve ser a China, seguido dos Estados Unidos e Inglaterra.

Alguns ministros, de foco econômico, devem acompanhar o presidente em sua jornada, o auxiliando a apresentar propostas e iniciativas do governo brasileiro.

Agosto também marcará o lançamento do “pacote do crescimento” do governo Temer. O presidente deve lançar cerca de vinte medidas preparadas pelo Ministério do Planejamento, incluindo a ampliação dos prazos das concessões, assim como a venda de terras para estrangeiros.

Também é esperado que o governo divulgue o projeto de financiamento para compra de imóveis pela classe média, no entanto, esse programa ainda aguarda o aval da Fazenda.

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