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Os responsáveis pela vitória na comissão

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Além do presidente Michel Temer e do ministro Eliseu Padilha, três parlamentares tiveram papel crítico na aprovação da Reforma da Previdência na comissão especial – o relator Arthur Maia, o presidente Carlos Marun e o experiente deputado Darcísio Perondi.

Os dois primeiros trabalharam batendo e assoprando, tratorando e flexibilizando por meio de concessões, liberação de emendas e afastamento de dissidentes anteriormente nomeados para azeitar negociações.

PSDB e PSD, partidos que seguem mais de perto do PMDB na defesa da reforma, votaram a favor, mas sem articular votos e com um discurso morno na tribuna. O plano do governo, afinal vitorioso, foi obter um placar e alta visibilidade – 23 X 14 – na comissão para cacifar-se em direção ao jogo do plenário, onde precisará de muitos mais votos – 308.

Diante dessa evolução da PEC a caminho da aprovação, Michel Temer pode ser mais bem-sucedido na matéria do que os ex-presidentes Fernando Henrique e Lula, com bases parlamentares aparentemente mais sólidas, graças ao fato de terem sido eleitos.

Em comparação com a relação Dilma Rousseff-aliados, na situação anterior:

1) o Congresso continua forte, mas adere à agenda de reformas, quanto era obrigado a engolir projetos populistas da ex-presidente;

2) poderá haver dissidência na chegada ao plenário, mas relacionada ao temor de não se reeleger, e não de oposição direta às reformas.

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