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Mobilizações e reformas

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As próximas semanas serão de grandes mobilizações de corporações, sindicatos e categorias de servidores públicos contra as reformas Trabalhista e Previdenciária. Elas coincidem com a fase mais importante do debate no Congresso. E, naturalmente, preocupam o governo.

A Comissão Especial da Câmara discute a Reforma da Previdência na terça, quarta e quinta-feira (25, 26 e 27). A Reforma Trabalhista poderá ser votada em plenário na quarta-feira. Justamente dois dias depois, sexta-feira (28), está marcada uma greve geral em todo o país.

Na segunda-feira, 1º de maio, Dia do Trabalho, também se espera que as comemorações se tornem mais uma oportunidade para mobilizações contrárias às reformas.

Lula e Moro encontram-se em Curitiba

No dia 3 de maio, o ex-presidente Lula iria depor em Curitiba para o juiz Sério Moro, na Lava-Jato. Por solicitação da Secretaria de Segurança pública do Paraná e da Polícia Federal que alegaram dificuldade em montar o esquema de segurança logo após o feriado, a nova data do encontro de Lula e Moro ficou para 10 de maio.

Movimentos sociais, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e grupos de esquerda lançaram o movimento Ocupa Curitiba. Uma das estratégias de Lula é falar das reformas propostas pelo governo Temer como um duro golpe contra direitos sociais importantes que ele ajudou a consolidar. Mais: que as investigações contra ele são uma tentativa de evitar que ele concorra à Presidência em 2018.

Reforma da Previdência

No dia 2, a Comissão Especial da Reforma da Previdência dará início à votação do parecer do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Mas a votação pode se estender para o dia 3. Ou seja, o clima estará bastante tumultuado.

Há grande chance de haver intensa mobilização de sindicatos em Brasília para evitar a votação da matéria. De qualquer forma, a tendência é que seja votada e aprovada.

Outras mobilizações são aguardadas para maio e junho, período em que a Câmara deve concluir a análise das duas reformas. A preocupação do governo é que essa onda de protestos interfira nas negociações com os aliados e atrase o calendário, já bastante apertado.

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