outros-temas

Aragão combaterá fake news no Conselho de Comunicação Social

Imprimir

O presidente da Arko Advice, cientista político e jornalista Murillo Aragão, foi eleito presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso.

Antes da eleição, pela manhã, o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira, empossou a nova composição do conselho para o período 2017/2019. Murillo foi reconduzido ao cargo de conselheiro que exercia desde o biênio anterior.

Ao falar de seus planos à frente da instituição, Aragão disse que pretende “fortalecer esse importante organismo do Congresso Nacional”. Ele falou também que o debate sobre formas de combater as “fake news” – notícias falsas que são disseminadas pelas redes sociais – será uma preocupação do conselho.

O combate às fake news foi o tema dominante da posse dos novos membros do Conselho de Comunicação Social. O senador Eunício Oliveira lembrou sua passagem pelo Ministério das Comunicações, em 2004-2005. Comentou a rápida evolução da comunicação digital desde então, criando desafios novos, como a proliferação do noticiário falso.

Entre as iniciativas que Aragão pretende implementar na presidência do CCS são reuniões sistemáticas com os presidentes da Câmara e do Senado para integrar melhor o conselho às atividades das duas Casas. Vai criar um observatório da liberdade de imprensa e dar uma nova dinâmica às comissões temáticas do conselho.

O QUE É O CONSELHO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL?

O Conselho de Comunicação Social é composto por 13 membros titulares e 13 suplentes, que cumprirão mandato de dois anos, representando diversas categorias da sociedade civil. Previsto na Constituição (artigo 224), o conselho é um órgão auxiliar do Congresso Nacional. Entre as suas atribuições, está a de realizar estudos, pareceres e outras solicitações encaminhadas pelos parlamentares sobre liberdade de expressão, monopólio e oligopólio dos meios de comunicação e sobre a programação das emissoras de rádio e TV.

Os conselheiros titulares que tomaram posse hoje são José Carlos da Silveira Júnior (representante das empresas de rádio), José Francisco de Araújo Lima (empresas de televisão), Ricardo Pedreira (empresas da imprensa escrita), Tereza Mondino (engenheira com notórios conhecimentos na área de comunicação social), Maria José Braga (categoria profissional dos jornalistas), José Antonio de Jesus da Silva (radialistas), Sydney Sanches (artistas), Luiz Antonio Gerace (cinema e vídeo), Miguel Matos, Murillo de Aragão, Davi Emerich, Marcelo Cordeiro e Fábio Andrade (representantes da sociedade civil).

Loading Facebook Comments ...

Artigos relacionados

Sem abrir espaço à renovação, o PT engessa a esquerda conservadora


As coligações para o pleito de 7 de outubro confirmaram a tendência monopolista do PT de Lula. Num momento que pode se caracterizar por uma inflexão na história brasiliana, a sigla interditou o debate na esquerda conservadora.

Ler mais

O “messianismo” espreita o pleito de 2018, adverte Pedro Malan


Momentos de grande desilusão são portas de entrada para salvadores da pátria. Com a maioria dos eleitores fartos com todos os políticos, os eleitores de 2018 flertam com o messianismo.

Ler mais

80,16% dos deputados estaduais concorrem à reeleição


Levantamento das empresas Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical e MonitorLeg Comunicação Legislativa conclui que a renovação nas Assembleias Legislativas tende a ser baixa, especialmente em função do elevado percentual de candidatos à reeleição: 80,16%.

Ler mais

Câmara dos Deputados: renovação ou circulação no poder?


A próxima composição da Câmara dos Deputados terá o menor índice de renovação real, entendendo-se como tal apenas os nomes que nunca ocuparam cargos públicos. A renovação real será absolutamente residual. O que haverá será uma circulação no poder.

Ler mais